terça-feira, 2 de julho de 2013

Os protestos de 2013

Toda essa “eletricidade” no ar devido às manifestações e protestos me fazem ter a esperança que esse país, e o mundo, vão ser melhores. Só o fato das pessoas terem percebido que o Estado tem a obrigação de garantir moradia, educação, transporte, alimentos de forma eficiente e igualitária a todos já está valendo a pena. Acredito que a humanidade compreenderá em breve a necessidade por trabalhar pelo bem coletivo muito mais que apenas para o bem pessoal.
O inconsciente coletivo brasileiro se interligou com o do resto do mundo, afinal seres vivos orgânicos, inorgânicos, enfim tudo se comunica no universo. É uma grande teia, é uma internet mais evoluída que essa que estamos agora navegando.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

20 centavos

As pessoas estão pouco acostumadas neste país às manifestações de protesto, assim tanto aquelas que participam das passeatas, como aquelas que as coíbem e aquelas que as assistem estão despreparadas para esse evento.Há uma onda mundial de protestos, tudo isso faz parte do final de um ciclo econômico e histórico deste planeta.A autocomunicação das massas é uma realidade que começa nas redes sociais e ganha as ruas, quer queiram quer não queiram.
Eu respeito a opinião daqueles que estão aplaudindo às autoridades e a policia na repressão desses movimentos e mobilizações, já que o vandalismo e a paralisia do transito prejudicam as metrópoles já super congestionadas.
Mas se nem sequer diante dos grandes escândalos de corrupção política o povo saiu às ruas, 20 centavos fizeram um milagre com a nossa consciência civil!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A fraude do atentado da maratona de Boston


Toda teoria que vai à contramão do que publicam as grandes mídias recebe o rótulo de “teoria conspiratória”. Mas nem toda conspiração é fantasiosa, muitas delas mudaram o mundo.
Já existe um amplo questionamento a respeito do que se tem dito do atentado da Maratona de Boston onde foram acusados como autores do crime os irmãos Tsarnaev.Um exemplo disso é uma página no Facebook intitulada Dzhokhar Tsarnaev is innocent (Dzhokhar é inocente, em português) já tem mais de 11.250 membros e traz outros argumentos em defesa do jovem de 19 anos e de origem chechena. Um dos irmãos foi morto, o que não é comum na conduta policial e investigatória americana, e outro está “coincidentemente” ferido na garganta o que o impediria de falar. Muito conveniente não?
A mãe dos irmãos Dzhokar e Tamerlan Tsarnaev mantém inabalável sua certeza de que os filhos não estavam envolvidos no ataque. Até agora, o FBI não mostrou uma prova sequer de que os dois irmãos são mesmo os culpados pelo atentado em Boston. O FBI negou qualquer contato com os irmãos antes do atentado. No entanto, a Rússia descobriu que o FBI tinha interrogado o irmão maior há 2 anos. Não o consideraram perigoso, mas na hora de encontrarem um culpado, foi fácil: ele estava lá nos registros.
O atentado tem pretensões politicas do grupo que hoje está no poder dos EUA. O presidente Obama já foi pego mentindo dizendo que não sabia de investigações contra seus adversários o que já configura um péssimo presságio a respeito de sua credibilidade.

sábado, 10 de setembro de 2011

Você ri da minha pele


Os meus olhos coloridos me fazem refletir. Eu estou sempre na minha e não posso mais fugir...Você ri da minha roupa, você ri do meu cabelo, você ri da minha pele, você ri do meu sorriso...
(Olhos coloridos - Sandra Sá)

Você ri da minha história porque não tem historia pra contar, você faz pouco das minhas lágrimas porque não sabe e nem consegue chorar. Você ri do meu estilo porque não tem opinião própria, você ri do meu pensamento porque você não passa de uma cópia. Você ri de mim porque sou autêntico e original enquanto você só se preocupa em encontrar “defeitos” e causar o mau. Aquele que gosta de fazer chacota com os outros na verdade está preocupado que as pessoas descubram suas próprias deformidades. Por isso caçoando tenta desviar a atenção. Acontece que isso é inútil, porque para um caráter deformado não há plástica ou disfarce que resolva.
A verdade é que você só zomba de mim porque sente inveja de quem eu sou.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A fera Anderson Silva


Na minha época brincar de “lutinha” era uma das brincadeiras de menino mais populares. E eu gostava muito de ver boxe quando assistia a Mike Tyson trucidar seus adversários em segundos. Hoje o evento conhecido como Ultimate Fighting Championship, o UFC, onde os lutadores competem lutando o MMA (Mixed martial arts), é uma verdadeira febre e cresce muito a sua popularidade. O que há muito tempo detonou entre os adolescentes e jovens uma moda de praticar jiu-jítsu e artes marciais. Dando apoio a outra moda, a dos “bombadões” e seus cães Pit bulls.
Meu único contato com esse “esporte” foi quando acompanhei Royce Gracie conquistar o UFC 1 em 1993 com os golpes famosos “mata-leão” e “chave de braço”.Mas eu ainda sou da época do Karate Kid e me emociono até hoje com o golpe final do filme, o golpe da garça, as mãos imitando as asas do pássaro e depois um chute de pé trocado no rosto do adversário.
Porém nesse sábado me juntei com alguns amigos num bar para assistir as grandes lutas  do evento que foi realizado no Rio de Janeiro e o que vi foi nosso lutador, Anderson Silva, dar um show de técnica e lembrar um pouco o grande Muhammad Ali, o melhor boxeador de todos os tempos, com sua irreverência, e para usar uma gíria carioca, “marra”.A luta foi fácil demais, mais divertida, não pela violência, que não há como se negar está presente no esporte, mas pela plasticidade de um massacre.Explico.
Na relação que permeia o contato entre os machos da espécie humana é comum a busca da vitória física, ou simbólica, de um homem sobre o outro, e assim tanto nas brincadeiras, como na vida real quando a transferência da masculinidade se dá através do carro potente, do som alto, da camionete imponente e tudo que os homens gostam de usar para se sentirem valorizados. É fato que o homem precisa aniquilar o outro para afirmar sua identidade, faz parte da natureza humana masculina. As interações entre nós homens enfatizam a dominação e ao mesmo tempo o narcisismo, a adoração por si e por suas próprias capacidades. Mas a aniquilação é sempre simbólica, a idéia central é tornar o outro inferior. O código masculino reza que o homem deve ser ativo, dominante, violento, hierárquico e repelir o feminino de sua subjetividade a qualquer custo. De uma maneira geral é claro, porém sempre há exceções. Mas a testosterona é forte, “parceiro”.
O interessante de Anderson Silva é notar que na “vida real” ele não tem essa atitude imponente de “macho-alfa”, sua voz é fina, ele é educado e possui uma família normal, nada compatível com a imagem de um lutador implacável que parece ser invencível dentro do ringue octogonal. Eu ainda sou da época onde se combinava o bordão “macho que é macho” com dizeres como “não chora”, “não sente dor” e “masca abelhas ao invés de tomar mel”.Porém sempre houve suavidade mesmo nos mais “machos”, porque é como diria Jean Claude Van Damme, um lutadores ídolos da minha época: “Não importa o que qualquer jornal diga sobre mim eu sou um dos seres humanos mais sensíveis na terra”.

sábado, 23 de julho de 2011

O sorriso dos lagartos


De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto
Rui Barbosa

O pior tipo de pessoa que existe é aquela que na sua frente é de um jeito, mas pelas suas costas é de outro. Sabemos, todos nós, e por experiências próprias, que o ser humano tem na natureza a falsidade como uma estratégia de sobrevivência. Uns em maior ,outros em menor grau, mas todo mundo finge gostar ou ser gentil com alguém de quem não se agrada tanto quanto demonstra.Vivemos em sociedades ainda muito atrasadas, por isso o orgulho e a busca de reconhecimento trazem consigo a necessidade quase inadiável de aparentar algo que não se é, transformando em gênero de primeira necessidade nos relacionamentos entre as pessoas a desfaçatez e a ironia.
Transladando esse assunto das relações pessoais para o mundo dos negócios e para a política, encontramos vários casos de pessoas que fingem ser algo que não são. È o famoso naipe dos criminosos de colarinho branco e os pequenos e grandes estelionatários. Aliás a palavra “estelionatário” é etimologicamente derivada do latim stellio onis, nome de uma espécie de lagarto que muda de cor para passar despercebido. Quando estamos diante de alguém que possui uma eficiente lábia e um potente poder de convencimento dizemos popularmente que estamos diante de um “171”.Alusão ao artigo 171 do código penal brasileiro que define vários tipos de estelionato e fraude.
O pior tipo de bandido que existe é aquele que rouba e não tem coragem de assumir que é um ladrão, é aquele sacaneia, que frauda, que comete tramóias e falcatruas, mas nunca admite seu delito, quer o tempo todo se fingir de bonzinho e bancar o mocinho é o disfarce dele.Desde as origens das civilizações que existem  pessoas que são "golpistas" e que se dedicam a por em prática vários tipos de fraudes, armadilhas, sistemas e esquemas para enganar e roubar o próximo.No Egito antigo existiam pessoas que fraudavam ricos e nobres vendendo falsos gatos e outros animais embalsamados para suas cerimônias fúnebres. As múmias de animais fraudulentas, na realidade, continham somente gravetos e algodão, em alguns casos continham também pedaços de ossos de outros animais. 
Olhos abertos sempre, confie sempre desconfiando, contra a falsidade e para se livrar ou pelo menos evitar ser passado para trás pelos “lagartos”, não seja ingênuo de acreditar somente em gentilezas ou em “bons mocismos”. Exija  de si mesmo um controle de qualidade sobre seus relacionamentos e seja criterioso em quem você deposita sua confiança.
Enquanto o lagarto sorri, a cobra fuma.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Comunicação: Leitura


Comunicar-se é um dos atos mais humanos que existem. Seja por sinais, por escrito, por olhares ou mesmo pela fala, todos nós usamos a comunicação como ponte para o mundo externo. Porem ser bom comunicador e ser bem entendido é uma arte e nem sempre as pessoas nos compreendem com a clareza necessária. Isso se deve em parte pela dificuldade que o ser humano tem em prestar atenção ao outro e em outra medida porque nem sempre a nossa mensagem é interessante o bastante para atrair ou capturar a atenção de um interlocutor.
Estes dias recebi um e-mail pela décima vez e dessa vez resolvi escrever sobre ele. Como muita coisa que circula na internet é falsa (hoax) ou não passa de brincadeira, tentei determinar se é verdadeira ou falsa tal mensagem. O que descobri é que ela começou a ser propagada em inglês e depois foi traduzida ao português. Ao que tudo indica é mesmo uma invenção de alguém. Originalmente o texto começava com a frase: "Aoccdrnig to a rscheearch ". O texto em português faz uma referencia ao resultado de uma (suposta) pesquisa: as pessoas seriam capazes de ler facilmente um texto em que as letras de cada palavra estariam desordenadas, com exceção da primeira e da última letra. Como no texto a seguir:
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Como você pode ver não é difícil logo entender o que está escrito mesmo com as palavras embaralahdas. Esse fenômeno acontece porque as coisas se apresentam a nós como um todo e não como partes separadas. Comigo isso acontece muito com musica, dependendo de qual melodia for, bastam os primeiros acordes e eu já sei qual é a canção que vai tocar. Essa faculdade nos permite identificar o mundo que nos cerca com base em nossa experiência, nossa vivência, sentimentos e impressões. Por isso conseguimos ler uma palavra mesmo que ela esteja com as letras invertidas, pois a palavra é familiar a nós e pertencente a uma língua que conhecemos, além de ser lida por inteira e não letra a letra.
Dessa forma, a partir da primeira e da última letra de cada palavra e das demais palavras próximas, nosso cérebro percebe a palavra correta, mesmo que as letras que compõem a palavra não estejam na ordem correta. Na comunicação, ocorre fenômeno semelhante quando alguém antecipa palavras, pensamentos ou a conclusão de uma frase. Isso é reforçado pelo cotidiano da vida moderna, no qual o tempo é matéria escassa, quer dizer, nossa tendência em “completar” a frase é reforçada pela premência em concluir rapidamente nossos afazeres. Vivemos na época do “flash”e do “fast”.
Voltando a mensagem das letras embaralhadas a conclusão que se pode chegar é que a leitura é uma atividade complexa e que envolve muitos aspectos do conhecimento, que são de diversas naturezas e complexidades diferentes, posto que escrever também é complexo. A leitura é uma atividade, o que implica processos cognitivos, mas também, simultaneamente, processos perceptivos: a leitura, é perceber, identificar as palavras e dar a elas um significado.
Ao aprender a ler, o ato da leitura exige que o leitor conecte a oralidade das palavras com a escrita, fazendo a correspondência entre letras e sons. E quase que magicamente o simbolismo das letras que se juntam para formar uma palavra ganha um som e significado. O leitor aprende a ler as palavras através de um processo de decodificação.
No exemplo da mensagem fica provado que de tanto ler as palavras se tornam familiares aos nossos olhos. A leitura se incorpora ao nosso ser, tanto que, ler torna-se um processo tão automático quanto respirar. E essa facilidade faz com que as pistas visuais possam ser simplesmente o comprimento da palavra ou a sua "silhueta" (contorno) ou mesmo apenas uma letra. O exemplo clássico para ilustrar esta fase é a palavra:. "Coca-Cola", de que logo é facilmente identificado por quase todas as crianças de 5-6 anos de idade  Se mudarmos apenas uma letra da palavra: "Coca-Coca", as crianças não vai notar a diferença a partir da palavra original (nem adultos, por vezes, como alguns experimentos provaram isso).
Se notarmos na mensagem 34 de suas 68 palavras (curtas e comuns por sinal), estão grafadas corretamente. Adicionado a uma sintaxe simples e comum a nossa capacidade de antecipação e auto reflexão de leitores mais ou menos experientes (o sistema utilizado está perto do “erro de digitação”) dá muitas pistas visuais. Além disso, o texto prova também que com a atual mania de abreviaturas, que se estabeleceram graças à comunicação via internet que é rápida e quase supersônica, é um sucesso.