domingo, 15 de fevereiro de 2015

O trem do Impeachment

A nova defesa do indefensável agora é chamar de “golpe” ou querer rotular de direita quem quer o fim dessa bandalheira. E vira briguinha de colégio ao invés de querer limpar o partido da própria sujeira, expurgar as maças podres do seu cesto, fica apontando o dedo pros outros. Mas eu não caio nessa não meu irmão, não quero exército, quero é justiça. Aqui todo mundo sabe que em política ninguém vale um ovo, não adianta acusar os outros para se eximir da culpa. Se a Petrobrás tinha corrupção antes era dever do PT acabar com ela. Eles não são o Partido dos Trabalhadores? Defensores dos fracos e oprimidos? São nada!  A máscara caiu! Porque golpe mesmo foram as primeiras ações do novo governo que contradisseram tudo o que foi dito na campanha. O trem do Impeachment já saiu da estação e nas paradas estão cheias de gente querendo subir nele. O Congresso já começou a discutir o assunto. Agora ninguém segura mais esse trem!

Ventos que erram de direção

“Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção”
(Engenheiros do Hawaii)

A rebeldia sempre fez parte do meu conjunto de ideias, mas a minha rebeldia não é aquela para fazer “graça” pros outros (*bad boy), mas aquela escolha por ideologia mesmo. Gosto do lado bom de ser do contra, da alternativa ao comum, mas não do “lado negro da força”, aquele da agressividade ou violência, mas o da reação contra algo que nos oprime e que nos reduz a qualidade de escravo de um sistema.
Por isso sempre gostei daquele lado utópico das teorias políticas, da possiblidade do mundo ser menos hostil e monstruoso para ser mais igualitário e justo, caras como Darcy Ribeiro, Fernando Gabeira, os irmãos Villas Boas me empolgavam e ideais como os de Oscar Niemeyer sempre me inspiraram. Enfim no Brasil já tivermos muita gente boa denominada como esquerda que contribuíram com seus esforços na construção de um país melhor e com menos desigualdades. E o PT nasceu desse anseio, surgiu no meio dos operários oprimidos pela indústria que só os viam como engrenagens de fábrica. Mas o PT é um partido e não uma causa e por isso foi cada vez se partindo ainda mais, se afundando, se rachando minado por dentro de suas facções e divergências, muito mais preocupadas com o poder do que com a chama de mudar um país para sempre, e não apenas por 4 anos ou por quanto estiver com o poder nas mãos.
A minha rebeldia não está mais em sintonia, e talvez nunca tenha estado, com esse tipo de gente, com o líder de um partido que deveria ser muito mais uma causa do que uma máquina eleitoral, e que se vendeu cinicamente ao poder e a governabilidade subindo em palanques com Sarney, Collor e Renan Calheiros e traindo a todos que sempre acreditaram que devemos ser fiéis as nossas convicções, valores e princípios. O PT ampliou o bolsa-família, reduziu desigualdades com esse programa e outros tantos que realmente deram assistência as classes sociais menos favorecidas. Mas esse lado da causa, do fazer bem a sociedade e de modificá-la para sempre, é muito menor que o do partido, aquele que só se preocupa com a usurpação do poder. Isso ficou claro com o “Mensalão” e agora com o “Petrolão”.
A formação do atual ministério foi pra mim o ponto final desse partido, a presidente Dilma disse em seu discurso de posse que o lema de seu atual governo seria “Pátria Educadora” e daí ela coloca CID GOMES como ministro da educação? Escolhido não pelo seu reconhecimento na área de educação, mas porque foi definido devido ao loteamento de cargos que existe. Para mim chega, é muito deboche. O povo, que é a massa, não é massa de modelar não!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Castelo de Cartas: Eduardo Cunha, o rei de ouros.

A atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tem um “mandato fraco” porque a oposição contra ela é muito maior do que as outras enfrentadas por si e pelos outros dois mandatos do ex-presidente Lula. Isso com certeza terá graves consequências ao seu exercício do poder. Mesmo sendo um partido aliado, o PMDB pode não apoiar todos os seus projetos. Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara, encarna seu maior algoz. Cunha agora é o membro mais proeminente da chamada bancada evangélica, fiel da igreja Sara Nossa Terra, tem 56 anos, é carioca, economista, radialista e ferrenho opositor da união civil de pessoas do mesmo sexo e o aborto.
Eduardo Cunha se agigantou e atualmente é um dos homens mais poderosos da nação. Seus aliados ocupam muitos cargos chave na administração federal. Controla o “blocão”, grupo superior a 250 parlamentares insatisfeitos com o governo criado para atazanar Dilma em troca de vantagens. Nos bastidores se sabe que ele é um lobista profissional e representa grandes gigantes de vários setores da economia brasileira.

A política brasileira se tornou um castelo de cartas e um intricado jogo está sendo jogado bem longe dos nossos olhos, nos escaninhos do poder, mas que apesar de ser secreto não é indestrutível e nem a prova de traições. Pelo contrário! 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Afinal, que país é este?

"Que país é este?". Essa pergunta já estava na obra de Machado de Assis(Em que tempo estamos? Que país é este?). E antes mesmo de Renato Russo eternizar a frase Que país é este? em suas canções, Affonso Romano de Sant’Anna publicava poemas de mesmo nome nas páginas de política de jornais nacionais. Seu poema diz:

Uma coisa é um país
outra um fingimento

Uma coisa é um país
 outra um fingimento.

Uma coisa é um país,
outra um monumento.

Uma coisa é um país,
outra o aviltamento.

Há 500 anos caçamos índios e operários,
Há 500 anos queimamos árvores e hereges...
Há 500 anos somos pretos de alma branca,
não somos nada violentos,
quem espera sempre alcança
e quem não chora não mama
ou quem tem padrinho vivo
não morre nunca pagão


O poema é uma clara crítica a sabedoria popular e aos slogans que tem que ser reformados no inconsciente coletivo para que o país avance no progresso de sua consciência e de sua identidade.

Impeachment

Nestes tempos duríssimos em que vivemos, em que Brasília nos manda, COMO SEMPRE, diariamente notícias tristes, desalentadoras, indecentes, e nos deixa questionando pilares básicos da democracia, é preciso muita força para suportar com tristeza a destruição da nossa estabilidade econômica.Menos de 20 anos atrás, o Brasil expulsou da Presidência um político corrupto. Aquela figura asquerosa renunciou, antes que fosse derrubada por um processo de impeachment no Congresso. Mas ele se elegeu de novo, e, senador, segue com o total apoio da presidente da República. Estes dias eu assisti ao Filme "Nixon/Frost" que fala sobre uma famosa entrevista com o ex-presidente americano. Richard Milhous Nixon que renunciou, antes que fosse derrubado por um processo de impeachment no Congresso. Ao contrário do que acontece aqui, no entanto, jamais voltou a ter qualquer poder; não foi candidato a nada; passou para a História como o único presidente americano a renunciar, em mais de 200 anos consecutivos de democracia.Mas não podemos esperar a mesma decência de Dilma Roussef, o "mar de lama" que um dia levou Getúlio Vargas ao suicídio é muito mais profundo e sujo e nem mesmo assim o PT admite sua culpa, pelo contrário nada e se lambuza cada vez mais nessa lama podre.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mulher de mafioso

As esposas dos mafiosos são iguaiszinhas aquelas personagens dos filmes e das séries sobre a máfia: Sedutoras, cúmplices, fiéis, misteriosas e suspeitas. Os chefões do crime organizado quando se casam transformam suas mulheres em seus arquivos confidenciais e em seus braços direitos. São as “silent wives” que custam muito caro para seus maridos para ficarem de “bico calado”. Nada que mansões, carros de luxo, roupas caríssimas, almoços e jantares em bons restaurantes e viagens inesquecíveis não garantam.
E um gangster de sucesso tem que ter uma bela mulher ao seu lado para ser respeitado. É o caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira e sua esposa Andressa Mendonça, uma bela mulher, loura, olhos claros, corpinho violão e certo ar de ingenuidade a transformam na clássica mulher de mafioso. Chamada de “musa da CPI”, mais uma típica avacalhação de assuntos sérios, tem cerca de 30 anos, dois filhos e é empresária em Goiânia onde tem uma loja de lingerie , com direito a uma “sala de fetiche”:
Aliás, todo escândalo político no Brasil é essa desmoralização que sempre envolve uma mulher. Em 2007, Mônica Veloso, que teve um filho com o senador Renan Calheiros, estampou a capa da Playboy.  A jornalista ficou famosa em meio ao escândalo Renangate. Em 2005, foi a vez de Camila Amaral, assessora de imprensa da senadora Ideli Salvatti, exibir sua nudez na revista. Ela foi eleita a musa da CPI do Mensalão. Suas fotos foram feitas dentro de um cenário que imitava um gabinete.
Cachoeira foi condenado em dezembro do ano passado a 39 anos, oito meses e dez dias de prisão por formação de quadrilha, corrupção ativa, violação de dados sigilosos, advocacia administrativa e peculato. Chegou a ser preso, mas foi solto poucos dias depois. Em liberdade, se casou com Andressa.
E confirmando sua condição clássica de mulher de mafioso, Andressa acaba de ter sido denunciada pelo ministério publico de Goiás por ter supostamente ameaçado e prometido vantagem indevida ao juiz da Operação Monte Carlo, em troca da libertação do marido. Na ocasião, Cachoeira estava preso, sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal revelado pela operação.
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os protestos de 2013

Toda essa “eletricidade” no ar devido às manifestações e protestos me fazem ter a esperança que esse país, e o mundo, vão ser melhores. Só o fato das pessoas terem percebido que o Estado tem a obrigação de garantir moradia, educação, transporte, alimentos de forma eficiente e igualitária a todos já está valendo a pena. Acredito que a humanidade compreenderá em breve a necessidade por trabalhar pelo bem coletivo muito mais que apenas para o bem pessoal.
O inconsciente coletivo brasileiro se interligou com o do resto do mundo, afinal seres vivos orgânicos, inorgânicos, enfim tudo se comunica no universo. É uma grande teia, é uma internet mais evoluída que essa que estamos agora navegando.