Vou explicar o atraso da civilização usando o cérebro humano
como exemplo. Simplificando, o cérebro tem três níveis fisiológicos: O
reptiliano (primeira camada) que é o responsável pelos comportamentos automáticos
do corpo humano como a respiração, os movimentos peristálticos do estomago, as
batidas do coração e etc. Possui este
nome porque nos repteis ele é o único cérebro que existe. O límbico (segunda
camada), é responsável pelas emoções, comportamento e sensações captados
principalmente através dos nossos cinco sentidos físicos e ajuda a “organizar”
as memórias. O neo-cortex é a terceira camada que é a mais externa do
nosso cérebro, e que cobre as outras camadas. Ele é responsável pelos nossos
pensamentos e que processa as nossas ideias. É constituído de duas metades,
chamadas meridianos, sendo o esquerdo o mais analítico, objetivo, lógico, linear,
sequencial, masculino e que controla o lado direito do nosso corpo. O lado
direito, é o lado mais intuitivo, filosófico, conceitual, holístico,
holográfico, feminino e controla o nosso lado esquerdo. Então se cérebro
Reptiliano se encarrega das funções mais básicas e mais primitivas humanas, é ele
que cuida da sobrevivência. Sobrevivência para o cérebro primitivo é um "sistema
binário": Fugir ou Lutar. Matar ou morrer. Não aprende com seus erros, não
tem capacidade de sentir e nem de pensar, sua função é reagir e ATUAR. Quando
ativado ele acaba dominando os outros dois cérebros. Ele é frio, sem
sentimentos, territorial, agressivo, obsessivo e autoritário e paranoico. A CIVILIZAÇÃO MODERNA É UM REFLEXO do domínio do
CÉREBRO PRIMITIVO RÉPTIL sobre nossos cérebros mais inteligentes. As cúpulas de
poder deste planeta sabendo disso estimulam o cérebro reptiliano das massas a
viver sempre ativado.Com pão e circo. Com o medo , como se tudo representasse
uma ameaça a sua existência. O ser humano vive sob a tirania de seus instintos,
da sua falta de controle emocional e ignorância sobre si mesmo. Com o domínio desse
cérebro primitivo o ser humano está relegado a ter um comportamento automático,
repetitivo e imitativo.
Blog de André Luis Aquino concebido para discutir política e assuntos ligados a consciência espiritual.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Se você fosse sincera
Seria tão bom se, no carnaval todos brincassem num clima
sadio, de legitima confraternização, de diversão e prática do conceito “a minha
liberdade termina onde começa a do outro”. Então o que deveria ser símbolo da
liberdade, da igualdade, acaba se transformando em bagunça estimulado pelo
álcool que leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais. E
isso se deve ao fato que no Brasil o carnaval é a festa dos sentidos físicos, onde
as pessoas em sua maioria para extravasar seus recalques, traumas, carências, violências
e taras esquecendo-se de seus escrúpulos, do pudor, e até mesmo aqueles que
possuem certo grau de consciência, acabam confundindo-se com a multidão de alienados,
cujo o único objetivo é divertir a própria carne. Não vivemos mais em tempos de
permitir que as nossas emoções fiquem desgovernadas, e essa festa acaba por
representar a essência atual do nosso país, que é a falta de preocupação com o
futuro, ausência de regramentos, do caos e o desrespeito e desprezo às
convenções éticas.
Carnaval não ensina nada a ninguém, e as autoridades que
governam as cidades e o país, estão mais preocupadas com a conquista de
eleitores para os iludir, do que interessadas na sua educação. Ficam lá em seus
camarotes se divertindo com o comportamento das massas subdesenvolvidas e
primitivas que só pensam em se divertir e mais nada. De cada dez casais que
caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas,
etc.); de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se
submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas.
O carnaval é um vestígio da barbárie e do primitivismo do ser humano e não
representa nada de bom na evolução de ninguém.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Escala evolucionária
As diferenças de comportamento entre as pessoas com as quais
convivemos me faz acreditar que neste planeta coexistem ao mesmo tempo seres
humanos com os mais variados graus de evolução espiritual. Numa escala que conta
desde pessoas que se preocupam apenas com a sobrevivência e em estar vivo até
aqueles cuja auto aceitação reconhece e aceita as suas próprias deficiências e
faltas, como meras etapas ao longo do caminho para adquirir mais habilidades. Nessa
escala cabem todas pessoas do mundo e sua evolução espiritual não é medida pelo
seu status social ou bens, muito pelo contrário, o que torna alguém mais evoluído
é justamente desfrutar dos prazeres da vida, sem estar apegado a qualquer um
deles.
Isto explica porque muitas vezes temos que lidar com pessoas
tão diferentes de nós mesmos, passar por situações de muito conflito e conviver
com seres absolutamente hipócritas e insensatos. Explica porque muitas vezes em
alguns lugares nos sentimos “peças redondas nos buracos quadrados”, porque
incomodamos os outros sem saber porquê ou causamos boa impressão sem precisar
fazer força. Não sou capaz de saber com certeza (seria presunção ou vaidade,
duas características de pouca evolução) em qual grau estou, mas posso arriscar
em qual não estou. Não estou entre aqueles que buscam reconhecimento motivados
pelo ego. Estou entre aqueles que buscam o desenvolvimento pessoal ao longo de
um caminho que seja natural. Não estou entre os preconceituosos, racistas e
orgulhosos. Estou entre aqueles que respeitam as visões do mundo dos outros e
seus hábitos, costumes e culturas, mesmo que não concorde com eles.
O caráter das pessoas quando não se revela na linguagem,
cedo ou tarde transparece através dos atos, muitos dos materialistas tentam
escamotear seus verdadeiros interesses se travestindo de espiritualizados, no
entanto seu real propósito de vida claramente aponta para o material. Mais do
que enganar aos outros, enganam a si mesmos sem medidas. Há quem se considera evoluído,
mas revela seu atraso quando expõe seu anseio de justiça que cheira a vingança.
Seres de pouca evolução escolhem suas vítimas entre as
pessoas honestas e seja qual for a posição social que ocupem, o brilhante verniz
da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia. Assim convivemos com
aqueles que julgam saber mais do que realmente sabem. Tem aqueles que nem são
bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Mas tem
também aqueles cuja qualidade principal é a bondade, porém seu saber é bastante
limitado, seu progresso realizou-se mais no sentido moral do que intelectual. Convivemos
com aqueles que são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite
julgar com precisão os homens e as coisas, porém incapazes de fazer uma
autocritica, de ver em si mesmos, os defeitos que tanto apontam nos outros. Tem
aqueles que ainda, ao estarem filiados a uma crença ou religião pensam estar
num patamar superior aos demais e é justamente este falso pedestal que os
rebaixa.
Quem está aqui, seja lá em qual grau de evolução esteja,
admira a virtude, mas não consegue vencer o vício. Exalta a palavra mansa dos
quais admiras, mas frequentemente cai na expressão agressiva e violenta. Nós na
maioria das vezes queremos o bem, mas muitas vezes nos envolvemos com o mal. Enfim,
evolução não é uma questão de competição, de ser melhor ou pior que alguém, é
vencer a si mesmo, estar sempre cheio de curiosidade, em busca da virtude, a procura
de um ideal e com uma inquietação profunda de aprender e evoluir.
domingo, 24 de janeiro de 2016
A vida escorre pelos dedos
A vida é frágil, parece com um punhado de areia na mão. Por mais que a gente a segure forte, ela vai devagarinho escapando aos poucos entre os nossos dedos, de grão em grão. E se a gente abrir a palma demais, ela voa pelos ares, se dispersa no vento se espalhando toda por aí. Para cada prazer um sofrer, para cada oi um ai! Para cada sorrir um chorar, assim é viver e morrer. Em cada gota do oceano sempre existirá uma razão para lembrar, mas do outro lado, em cada grão de areia, haverá também mil motivos para esquecer.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Lamas Gerais
Um mês se passou, uai sô, why so?
a lama que levou
é a mesma que encobriu
nó, mas que trem triste
esse barro que matou
amargamente o Rio doce
que agora quase nem existe
a lama que levou
é a mesma que encobriu
nó, mas que trem triste
esse barro que matou
amargamente o Rio doce
que agora quase nem existe
Estourou a barragem para o minério
transformado aquela linda vila
num agora triste cemitério
em Bento Gonçalves
o que se garimpa hoje não é mais ferro
mas cadáveres enterrados
sem voz, sem vida e sem berro
transformado aquela linda vila
num agora triste cemitério
em Bento Gonçalves
o que se garimpa hoje não é mais ferro
mas cadáveres enterrados
sem voz, sem vida e sem berro
A mãe escuta sua filha que chama
mas que ainda está deitada no berço
todo coberto pela espessa lama
Quanto dor, oh, Minas Gerais
só ficou para seus moços tristes,
radinho de pilha e lenços brancos
e para suas viúvas, flores nas janelas
e as cadeiras vazias nos quintais
mas que ainda está deitada no berço
todo coberto pela espessa lama
Quanto dor, oh, Minas Gerais
só ficou para seus moços tristes,
radinho de pilha e lenços brancos
e para suas viúvas, flores nas janelas
e as cadeiras vazias nos quintais
Andre Luis Aquino
05/12/2015
05/12/2015
P.S.: Homenagem as vítimas da tragédia de Mariana/MG - Samuel Viana Albino, Valdemir Aparecido Leandro, Ailton Martins dos Santos, Claudemir Elias dos Santos, Edinaldo Oliveira de Assis, Sileno Narkievicius de Lima, Daniel Altamiro de Carvalho, Vando Maurílio dos Santos, Pedro Paulino Lopes, Mateus Marcio Fernandes, Marcos Aurélio Pereira Moura, Edmirson José Pessoa, Marcos Xavier, Emanuele Vitória, de 5 anos, Thiago Damasceno Santos, de 7 anos, Ana Clara dos Santos Souza, de 4 anos, Maria Elisa Lucas, de 60 anos, Mariana da Silva Santos, de 21 anos, Bruno dos Santos Souza, de 29 anos.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Isto não é MACKENZIE!!!
Eu como um orgulhoso Mackenzista escrevo uma nota de repúdio e de vergonha ao estudante que escreveu essa frase racista encontrada no banheiro da faculdade de direito do Mackenzie. Na época que estudei na referida universidade tínhamos um ídolo:O Sr Poças Leitão (Vovô Mackenzie). Um velhinho de chapéu e bengala, que sempre estava no campus para saudar alunos e professores E que gostava de exaltara beleza das mulheres mackenzistas . Foi o criador do maior slogan Mackenzista: ISTO É MACKENZIE!!!! Porém racismo não é Mackenzie, racismo é crime e racistas são a escória da sociedade.O Mackenzie surgiu no séc XIX no intuito de dar educação às crianças que não tinham espaço nos colégios da época,vide filhos de escravos,pobres e etc...
Por isso espero que seja encontrado quem cometeu esse crime que nos envergonhou tanto aos mackenzistas como todos cidadãos de bem deste país.
Por isso espero que seja encontrado quem cometeu esse crime que nos envergonhou tanto aos mackenzistas como todos cidadãos de bem deste país.
sábado, 26 de setembro de 2015
Mais um gol da Alemanha!
Na fragorosa derrota brasileira na copa do mundo por 7 x 1 para
a Alemanha, o brasileiro teve mais uma chance de cair na real. De concluir que
apesar da derrota em seu esporte favorito, poderia olhar para si mesmo como um povo
orgulhoso não por sua malandragem ou pilantragem, mas pela extraordinária capacidade
de superar os fracassos. Usando um querido ditado popular nosso também
relacionado ao futebol: “Bola pra frente”
Mas daí veio a eleição e reelegemos iludidos a presidente
Dilma. Que usou seu capital político acumulado graças a uma ilusão criado no inconsciente
coletivo dos brasileiros mais humildes. Fizeram eles acreditarem que o consumo
de bens materiais, aos quais eles nunca tinha tido a oportunidade de comprar,
lhes garantiriam a felicidade. A geladeira nova, o fogão novo comprados em “suaves”
prestações fizeram brilhar os olhos de milhões e milhões de brasileiros. Mas
esqueceram de avisar a eles que tudo isso fica velho e que é preciso ter
emprego e renda para manter e renovar os bens que adquirimos.
O partido dos trabalhadores pregou uma peça em todos, se
fizeram de Robin Hood, mas na verdade queriam o trono do rei de forma perpétua.
Foi um projeto de poder e não uma mudança de vida verdadeira, duradoura e sustentável
que eles trouxerem. E a capitã desse navio, que está afundando, se chama Dilma
Vana Rousseff. E eu espero que vocês saibam nadar!
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