sábado, 10 de setembro de 2011

Você ri da minha pele


Os meus olhos coloridos me fazem refletir. Eu estou sempre na minha e não posso mais fugir...Você ri da minha roupa, você ri do meu cabelo, você ri da minha pele, você ri do meu sorriso...
(Olhos coloridos - Sandra Sá)

Você ri da minha história porque não tem historia pra contar, você faz pouco das minhas lágrimas porque não sabe e nem consegue chorar. Você ri do meu estilo porque não tem opinião própria, você ri do meu pensamento porque você não passa de uma cópia. Você ri de mim porque sou autêntico e original enquanto você só se preocupa em encontrar “defeitos” e causar o mau. Aquele que gosta de fazer chacota com os outros na verdade está preocupado que as pessoas descubram suas próprias deformidades. Por isso caçoando tenta desviar a atenção. Acontece que isso é inútil, porque para um caráter deformado não há plástica ou disfarce que resolva.
A verdade é que você só zomba de mim porque sente inveja de quem eu sou.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A fera Anderson Silva


Na minha época brincar de “lutinha” era uma das brincadeiras de menino mais populares. E eu gostava muito de ver boxe quando assistia a Mike Tyson trucidar seus adversários em segundos. Hoje o evento conhecido como Ultimate Fighting Championship, o UFC, onde os lutadores competem lutando o MMA (Mixed martial arts), é uma verdadeira febre e cresce muito a sua popularidade. O que há muito tempo detonou entre os adolescentes e jovens uma moda de praticar jiu-jítsu e artes marciais. Dando apoio a outra moda, a dos “bombadões” e seus cães Pit bulls.
Meu único contato com esse “esporte” foi quando acompanhei Royce Gracie conquistar o UFC 1 em 1993 com os golpes famosos “mata-leão” e “chave de braço”.Mas eu ainda sou da época do Karate Kid e me emociono até hoje com o golpe final do filme, o golpe da garça, as mãos imitando as asas do pássaro e depois um chute de pé trocado no rosto do adversário.
Porém nesse sábado me juntei com alguns amigos num bar para assistir as grandes lutas  do evento que foi realizado no Rio de Janeiro e o que vi foi nosso lutador, Anderson Silva, dar um show de técnica e lembrar um pouco o grande Muhammad Ali, o melhor boxeador de todos os tempos, com sua irreverência, e para usar uma gíria carioca, “marra”.A luta foi fácil demais, mais divertida, não pela violência, que não há como se negar está presente no esporte, mas pela plasticidade de um massacre.Explico.
Na relação que permeia o contato entre os machos da espécie humana é comum a busca da vitória física, ou simbólica, de um homem sobre o outro, e assim tanto nas brincadeiras, como na vida real quando a transferência da masculinidade se dá através do carro potente, do som alto, da camionete imponente e tudo que os homens gostam de usar para se sentirem valorizados. É fato que o homem precisa aniquilar o outro para afirmar sua identidade, faz parte da natureza humana masculina. As interações entre nós homens enfatizam a dominação e ao mesmo tempo o narcisismo, a adoração por si e por suas próprias capacidades. Mas a aniquilação é sempre simbólica, a idéia central é tornar o outro inferior. O código masculino reza que o homem deve ser ativo, dominante, violento, hierárquico e repelir o feminino de sua subjetividade a qualquer custo. De uma maneira geral é claro, porém sempre há exceções. Mas a testosterona é forte, “parceiro”.
O interessante de Anderson Silva é notar que na “vida real” ele não tem essa atitude imponente de “macho-alfa”, sua voz é fina, ele é educado e possui uma família normal, nada compatível com a imagem de um lutador implacável que parece ser invencível dentro do ringue octogonal. Eu ainda sou da época onde se combinava o bordão “macho que é macho” com dizeres como “não chora”, “não sente dor” e “masca abelhas ao invés de tomar mel”.Porém sempre houve suavidade mesmo nos mais “machos”, porque é como diria Jean Claude Van Damme, um lutadores ídolos da minha época: “Não importa o que qualquer jornal diga sobre mim eu sou um dos seres humanos mais sensíveis na terra”.

sábado, 23 de julho de 2011

O sorriso dos lagartos


De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto
Rui Barbosa

O pior tipo de pessoa que existe é aquela que na sua frente é de um jeito, mas pelas suas costas é de outro. Sabemos, todos nós, e por experiências próprias, que o ser humano tem na natureza a falsidade como uma estratégia de sobrevivência. Uns em maior ,outros em menor grau, mas todo mundo finge gostar ou ser gentil com alguém de quem não se agrada tanto quanto demonstra.Vivemos em sociedades ainda muito atrasadas, por isso o orgulho e a busca de reconhecimento trazem consigo a necessidade quase inadiável de aparentar algo que não se é, transformando em gênero de primeira necessidade nos relacionamentos entre as pessoas a desfaçatez e a ironia.
Transladando esse assunto das relações pessoais para o mundo dos negócios e para a política, encontramos vários casos de pessoas que fingem ser algo que não são. È o famoso naipe dos criminosos de colarinho branco e os pequenos e grandes estelionatários. Aliás a palavra “estelionatário” é etimologicamente derivada do latim stellio onis, nome de uma espécie de lagarto que muda de cor para passar despercebido. Quando estamos diante de alguém que possui uma eficiente lábia e um potente poder de convencimento dizemos popularmente que estamos diante de um “171”.Alusão ao artigo 171 do código penal brasileiro que define vários tipos de estelionato e fraude.
O pior tipo de bandido que existe é aquele que rouba e não tem coragem de assumir que é um ladrão, é aquele sacaneia, que frauda, que comete tramóias e falcatruas, mas nunca admite seu delito, quer o tempo todo se fingir de bonzinho e bancar o mocinho é o disfarce dele.Desde as origens das civilizações que existem  pessoas que são "golpistas" e que se dedicam a por em prática vários tipos de fraudes, armadilhas, sistemas e esquemas para enganar e roubar o próximo.No Egito antigo existiam pessoas que fraudavam ricos e nobres vendendo falsos gatos e outros animais embalsamados para suas cerimônias fúnebres. As múmias de animais fraudulentas, na realidade, continham somente gravetos e algodão, em alguns casos continham também pedaços de ossos de outros animais. 
Olhos abertos sempre, confie sempre desconfiando, contra a falsidade e para se livrar ou pelo menos evitar ser passado para trás pelos “lagartos”, não seja ingênuo de acreditar somente em gentilezas ou em “bons mocismos”. Exija  de si mesmo um controle de qualidade sobre seus relacionamentos e seja criterioso em quem você deposita sua confiança.
Enquanto o lagarto sorri, a cobra fuma.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Comunicação: Leitura


Comunicar-se é um dos atos mais humanos que existem. Seja por sinais, por escrito, por olhares ou mesmo pela fala, todos nós usamos a comunicação como ponte para o mundo externo. Porem ser bom comunicador e ser bem entendido é uma arte e nem sempre as pessoas nos compreendem com a clareza necessária. Isso se deve em parte pela dificuldade que o ser humano tem em prestar atenção ao outro e em outra medida porque nem sempre a nossa mensagem é interessante o bastante para atrair ou capturar a atenção de um interlocutor.
Estes dias recebi um e-mail pela décima vez e dessa vez resolvi escrever sobre ele. Como muita coisa que circula na internet é falsa (hoax) ou não passa de brincadeira, tentei determinar se é verdadeira ou falsa tal mensagem. O que descobri é que ela começou a ser propagada em inglês e depois foi traduzida ao português. Ao que tudo indica é mesmo uma invenção de alguém. Originalmente o texto começava com a frase: "Aoccdrnig to a rscheearch ". O texto em português faz uma referencia ao resultado de uma (suposta) pesquisa: as pessoas seriam capazes de ler facilmente um texto em que as letras de cada palavra estariam desordenadas, com exceção da primeira e da última letra. Como no texto a seguir:
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Como você pode ver não é difícil logo entender o que está escrito mesmo com as palavras embaralahdas. Esse fenômeno acontece porque as coisas se apresentam a nós como um todo e não como partes separadas. Comigo isso acontece muito com musica, dependendo de qual melodia for, bastam os primeiros acordes e eu já sei qual é a canção que vai tocar. Essa faculdade nos permite identificar o mundo que nos cerca com base em nossa experiência, nossa vivência, sentimentos e impressões. Por isso conseguimos ler uma palavra mesmo que ela esteja com as letras invertidas, pois a palavra é familiar a nós e pertencente a uma língua que conhecemos, além de ser lida por inteira e não letra a letra.
Dessa forma, a partir da primeira e da última letra de cada palavra e das demais palavras próximas, nosso cérebro percebe a palavra correta, mesmo que as letras que compõem a palavra não estejam na ordem correta. Na comunicação, ocorre fenômeno semelhante quando alguém antecipa palavras, pensamentos ou a conclusão de uma frase. Isso é reforçado pelo cotidiano da vida moderna, no qual o tempo é matéria escassa, quer dizer, nossa tendência em “completar” a frase é reforçada pela premência em concluir rapidamente nossos afazeres. Vivemos na época do “flash”e do “fast”.
Voltando a mensagem das letras embaralhadas a conclusão que se pode chegar é que a leitura é uma atividade complexa e que envolve muitos aspectos do conhecimento, que são de diversas naturezas e complexidades diferentes, posto que escrever também é complexo. A leitura é uma atividade, o que implica processos cognitivos, mas também, simultaneamente, processos perceptivos: a leitura, é perceber, identificar as palavras e dar a elas um significado.
Ao aprender a ler, o ato da leitura exige que o leitor conecte a oralidade das palavras com a escrita, fazendo a correspondência entre letras e sons. E quase que magicamente o simbolismo das letras que se juntam para formar uma palavra ganha um som e significado. O leitor aprende a ler as palavras através de um processo de decodificação.
No exemplo da mensagem fica provado que de tanto ler as palavras se tornam familiares aos nossos olhos. A leitura se incorpora ao nosso ser, tanto que, ler torna-se um processo tão automático quanto respirar. E essa facilidade faz com que as pistas visuais possam ser simplesmente o comprimento da palavra ou a sua "silhueta" (contorno) ou mesmo apenas uma letra. O exemplo clássico para ilustrar esta fase é a palavra:. "Coca-Cola", de que logo é facilmente identificado por quase todas as crianças de 5-6 anos de idade  Se mudarmos apenas uma letra da palavra: "Coca-Coca", as crianças não vai notar a diferença a partir da palavra original (nem adultos, por vezes, como alguns experimentos provaram isso).
Se notarmos na mensagem 34 de suas 68 palavras (curtas e comuns por sinal), estão grafadas corretamente. Adicionado a uma sintaxe simples e comum a nossa capacidade de antecipação e auto reflexão de leitores mais ou menos experientes (o sistema utilizado está perto do “erro de digitação”) dá muitas pistas visuais. Além disso, o texto prova também que com a atual mania de abreviaturas, que se estabeleceram graças à comunicação via internet que é rápida e quase supersônica, é um sucesso.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dos mais belos índios


Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.
(Darcy Ribeiro)

Desde que nascemos aprendemos a escutar o grito dos ventos e o sussurrar da voz que vem da terra, “Ñande Reko Arandu” em nossa língua significa “Nós temos conhecimento”. Penso no pequeno curumim e o significado de seu nome em seu dialeto, “pequeno sol”, sua mãe disse que seus olhos brilharam muito desde que os abriu pela primeira vez e o pajé de sua tribo quando ele nasceu disse: “Esse será nosso pequeno sol que levará através do brilho de seu espírito interior a luz para toda a tribo e sabedoria nos passos do seu caminhar através do raio eterno de todos os seus ancestrais”.
Ele era neto do índio “Pescador de estrelas” e filho de “ olhos de céu” com a índia “ Cabelos cor-de-lagoa escura”, seus irmãos erma: “ A Flor que nasceu nas nuvens” e “ Filho das águas de março”.Quando pela primeira vez descobriu que havia outro mundo além do seu e homens vestidos chegaram a sua aldeia, os índios mais velhos já os conheciam de outras épocas e diziam que : “O homem branco fala com a língua partida", em referência as promessas vazias, as tentativas de os enganarem e em alusão à língua da serpente e ao duplo sentido da linguagem que eles usavam. Um velho índio que morava na oca mais afastada da aldeia chamado “Peito de pedra, coração de carne” um dia lhe ensinou uma lição da qual ele jamais se esqueceu: “Digo sempre que dentro de nós existem dois cachorros: um deles é cruel e mau, o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. E se algum dia lhe perguntarem qual dos cachorros ganhará a briga, pare, reflita e diga:- Aquele que eu alimentar...”
Em todos os seus passos, mesmo naqueles mais distantes, o pequeno indiozinho cresceu e se tornou um homem, mas ele jamais deixou de ter em mente os mesmo sonhos, sim grandes sonhos de quando ainda era um curumim, tão maiores do que ele...
E quando eu o conheci nos arredores de Brasília ele me disse: “Algum dia você já sonhou tão grande que no seu sonhou coubesse cada ser humano e cada ser vivente desse planeta? Alguma vez na sua vida você já voou tão alto como uma águia e lá do alto você pudesse olhar a terra com os mesmo olhos que Deus nos vê?” Respondi pra ele que sim! Ele trabalhava num ministério todo de terno e gravata, chamava a atenção pelos seus traços indígenas e pelo cabelo preto e liso, mesmo vestido como “civilizado” era possível ver nele o eco da voz dos povos das florestas.
Porém aquele índio hoje está na porta do Congresso nacional, solitário, pintado para guerra protestando contra o código florestal a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, está lá representando milhares de anos de história, simbolizando a luta da natureza contra o progresso que ameaça destroçá-la, aquele índio é o pequeno sol brilhando sob as trevas do poder que quer esmagar o direito de viver, mas seu espírito de guerreiro é sólido como as rochas e sua forma de lutar é suave como as águas caindo da cachoeira.
E eu daqui de São Paulo queria muito estar ao seu lado nessa luta, porém tudo que me resta é desejar boa sorte e cantar também solitariamente a canção índios da Legião Urbana:  Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.Quem me dera, ao menos uma vez,como a mais bela tribo, dos mais belos índios,não ser atacado por ser inocente...

Belo monte de m...


Espalhados em pequenos grupos por este imenso País, destituídos da pujança do passado, perseguidos e incompreendidos ainda pela grande maioria da população CIVILIZADA os índios não passam de diminutas "ilhas humanas" cercada de inimigos de todos os lados. (irmãos Vilas-Bôas)


Nesse momento os irmãos Vilas-Boas fazem muita falta. Os maiores indigenistas deste país certamente estariam chorando ao lado do cacique Raoni com a confirmação de que a presidente Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte, mesmo após cartas e manifestações desesperadas pela não construção da usina em área indígena, dos verdadeiros donos deste país que merecem ser respeitados porque vivem em harmonia com a natureza. Dilma ignorou 600 mil assinaturas de um abaixo-assinado e acaba de decretar a sentença de morte dos povos Xingus. Darcy Ribeiro também estaria chorando nesse momento, ele que tanto defendeu o índio brasileiro. Mas será que o Sting vai vir ao Brasil para se manifestar? Depois de ter ganhado muito dinheiro com a causa indígena será que ele se juntará a luta? E James Cameron o grande diretor de “Titanic” e “Avatar”, será que voltará ao Brasil pra usar sua influência e ajudar nessa causa? É nessa hora que descobrimos quem realmente se importa.
A questão aqui não é política, mas humana, a questão aqui não é a Dilma, mas a preservação da natureza e dos povos nativos deste país versus o progresso que poderia ser feito de maneira menos agressiva ao meio-ambiente procurando por outras alternativas energéticas.Belo Monte será maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta,
expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat
precioso de inúmeras espécies tudo isto para criar energia que
poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência
energética. Porque construir um elefante branco no meio da floresta, longe dos centros de consumo? A quem interessa? Nós sabemos a quem interessa e com certeza não é a nós que interesse construir tal empreendimento destruindo nossa riqueza natural.
Não é porque vivemos no “conforto” da cidade que devemos nos esquecer dos povos da floresta, tudo que consumimos depende da natureza e se um dia ela se acabar vamos todos morrer, quem já viu um índio Xingu de perto se arrepia tamanha o simbolismo que eles têm, é como ver a própria natureza, fauna e flora e vida selvagem, toda se movimentando e falando. Não há como não se sensibilizar com a luta deles pela sobrevivência. Existem índios que já foram “domesticados” e hoje vivem como nós vivemos, mas não é deles que estou falando. Estou falando do Índio que sempre esteve por aqui, os verdadeiros donos da terra, diga não a construção de Belo Monte, se manifeste em sua página das redes sociais, escreva e-mails, eduque seus filhos para respeitarem o meio-ambiente, escreva aos políticos, se manifeste de alguma maneira, enfim se envolva numa causa que realmente diz respeito ao país em que você vive, vamos mostrar para eles que nós ainda somos donos do Brasil!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dignidade coletiva


"A primeira igualdade, é a justiça." (Victor Hugo)

Apesar de não ser um defensor da causa GLS ou LBGT ou LGBTTTs, afinal não sou um deles, mas os respeito como iguais, defendo o aprimoramento da sociedade com relação à ampliação dos direitos civis e da dignidade coletiva, um mundo melhor, mais justo e sem privilégios a classe nenhuma. Todos devem ser contemplados, nenhuma minoria deve ser segregada ou condenada a não ter os mesmos direitos que todos nós temos, a conquista da igualdade é uma vitória, porque já foi assim com as mulheres, depois com os negros e agora está acontecendo com os homossexuais. A união civil entre eles é um reconhecimento que eles existem, que não precisam mais se esconder, que não estão mais a margem da sociedade como um dia já estiveram as minorias raciais. Hoje eles são reconhecidos como parte da coletividade e estão adquirindo os mesmos direitos que todos têm. Nada mais justo.
O preconceito sempre se abate sobre as minorias, o ser humano é um individuo gregário e tudo que destoar da normalidade o assusta e o impeli a segregar e a discriminar. A humilhação é a arma mais utilizada, depois vem à tortura e o emprego de violência física. A homofobia deve sim ser criminalizada para que não se repitam episódios da agressão e assassinato de homossexuais. Em nosso país ainda há muita ignorância e todo tipo de insegurança dos homens com relação a sua própria sexualidade, o que dirá da sexualidade que ele nem mesmo compreende. É cultural no Brasil considerar falta de masculinidade qualquer tipo de sensibilidade, o que dirá respeitar um indivíduo do mesmo sexo que tem preferências sexuais diferentes das suas.
Para quem é racional, basta entender que nós fomos feitos para viver em sociedade e ao viver em sociedades devemos respeitar toda a variedade de pessoas, ao viver em sociedades devemos trabalhar para que ela seja o mais justa possível, porque só num mundo onde as diferenças são respeitadas e onde há tolerância é que a violência não surge com tanta intensidade.
Para quem reúne em seus pensamentos a questão espiritual, deve levar em conta que a religiosidade carrega em si a necessidade de convivência e tolerância com todas as variedades de opinião e comportamento, pois a verdadeira mensagem de Cristo era a da fraternidade: "Amar ao próximo como a si mesmo"

P.S.: Como todo tema polêmico que abordo, fico curioso com a interpretação de texto que será dada a minha mensagem.