sábado, 4 de junho de 2016

Impávido como Muhammad Ali

Muhammad Ali nos deixou, porém como muitas pessoas graças a sua grandeza, se foi mas deixou conosco muitas lições. Para mim a maior delas é sobre o impossível:  “Impossível é apenas uma palavra usada pelos fracos que acham mais fácil viver no mundo que lhes foi determinado do que explorar o poder que possuem para mudá-lo” Posso ouvir essas palavras ecoando como se fossem um mantra para todos aqueles que nunca desistem de um sonho.
O campeão nos ensina que o impossível é um limite criado para manter todas pessoas escravas das suas próprias limitações. E quem ousa desafiar o impossível cruza a barreira que separa o joio do trigo. O bloqueio criado para separar os homens dos meninos, os fracos dos corajosos, as garotinhas choronas das mulheres guerreiras. Quem acredita que o impossível é um obstáculo intransponível permite que seus sonhos envelheçam, abandona a estrada, para percorrer atalhos, aqueles caminhos que todos percorrem e não levam a lugar nenhum em termos de aprendizado.

E por isso que o impossível existe na cabeça das pessoas limitadas...aquelas que se recusam a seguir pelo “caminho menos percorrido" como dizia o poeta Robert Frost (Em algum ponto, há muito tempo distante, duas estradas num bosque se bifurcavam, e eu a menos percorrida trilhei, e isto fez toda a diferença.)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Piada política

Permitam-me políticos, parlamentares prevaricadores! Palanques, palco para promessas, propaganda, primeira página, patrocínio pago por patrões, pregam pusilânimes palavrórios, panfletos, palpites, piadas prontas para palhaços, proferidas por perniciosos patetas. Podres poderes para prestigiar pilantras. Progressistas? Para! Pura picaretagem! Pobreza? Povo, periferia, pé-rapado, pé-de-chinelo, prata pouca, pindaíba.  Policia, Pm´s, proteção? Pistolas, praticam pânico, para presidiários, pretos, prostitutas, personagens pedintes, prejudicados, pessoas pálidas, pesarosas. Prioritários, população pede paz. Poxa, pai para pobres! Presidentes ou prefeitos, pretendem pedir perdão pela politicagem? Palmas, palmas! Pensamento perigoso para populares, porém pelo passo, podemos prosperar, prosseguir! Partidos públicos para provar polêmicas, principalmente picuinhas? Palhaçada! Pedantes, possível prescrição? Promotor público, Procurador-geral, proponho punir, prisão preventiva, processo penal para prisão perpetua por perjúrio! Provas? Peculato, propinas, Panamá papers, Privataria, Pasedena, Petrolão, Pedaladas proibidas, paredão para pelegada patrocinada pela panelinha petista, pena prevista, penitenciaria Papuda!
Porra parentela privilegiada! Parem para pensar: Palácio Planalto para Presidente pitoresco, preguiçoso, pinguço? Prêmio para pulha? Papel para Proveito próprio! Pesca, pecuária, previdência, PIB piorou! Prejudicou pedreiro, peão, padeiro, poeta, professor, pescador, pianista. Projetos pararam, programas paralisaram! Paciência?

Privilegiados poupados, porém plebeus, perdemos parceiro! Primeiro pertences, pois penhoramos patrimônio privado, próximo? Propriedade particular, presente, passado. Por problemas pessoais, psicológicos, pesadelos. Pior, por procedimentos, postergações, permissões, pactos, permanecemos pagando preço. Perspectiva, paisagem, panorama? Piorando permanentemente!  Perdemos, persistimos peregrinando, perfeitos paspalhos perecendo! Psiu! Podemos partir para Paris?

domingo, 1 de maio de 2016

O idiota que pensa que é inteligente


A Rússia Soviética descrevia aqueles que davam apoio e faziam propaganda do comunismo fora de seus domínios como “idiota útil”.  O idiota útil não são apenas pessoas comuns e militantes, podem ser “intelectuais”, "jornalistas” ou “artistas”, aqueles que deveriam através do conhecimento, da informação e da arte e usando seu prestigio para conscientizar as pessoas, acabam por negar a realidade apoiando políticos populistas que tem aprovação do povo, somente pelas suas características carismáticas, assistencialistas e demagogas, e não por sua competência e honestidade. Porém, tão ruim quanto um idiota inútil é um idiota que pensa que é inteligente, aquele que crê que suas teorias e opiniões possuem lógica e coerência, mas que ao analisarmos de forma mais profunda, encontramos as contradições e hipocrisias bem escondidas. Esse é o idiota inteligente, aquele que comete um contrassenso quando fala em democracia, mas apoia o caudilhismo Venezuelano e a tirania Cubana, que comete uma falsidade ideológica quando fala de golpe, mas apoia luta armada e o terrorismo. Que comete uma incoerência quando fala em defender os pobres, mas leva uma vida de rico com todas as suas benesses, que cai em contradição quando defende trabalhador, mas não trabalha. O idiota inteligente é aquele que fala em direitos trabalhistas, mas está o tempo todo do lado daqueles que defendem os empresários e sua inocência em troca de suborno. Que condena a luta de classes e a escravatura, mas que venera ditadores e ditaduras. Acusa a mídia de golpista, mas anseia controlar a internet no mesmo estilo de Joseph Goebbels, o ministro das comunicações de Hitler.
O idiota inteligente acredita na sua bondade, confia em sua luta por um “mundo melhor” e no seu “progressismo” ao defender a igualdade, a justiça e a paz social. Mas não passa de um cínico, pois é liberal com a mulher dos outros, mas conservador com a própria. Quer tornar coletiva a propriedade dos outros, mas a sua quer que seja para sempre individual. O idiota inteligente tem absoluta certeza que opera com informação completa, mas não assume que a informação que detém é insuficiente e deturpada. O idiota inteligente é um especialista em inverter o sentido das coisas porque segue religiosamente um mantra que Lenin o ensinou: “ Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”.

O idiota útil e o idiota inteligente, mesmo com a queda do muro de Berlim em 1990, ainda pensam que estão sentados em cima dele.

domingo, 24 de abril de 2016

“A gente ainda somos inútil”

A gente não sabemos escolher presidente/A gente não sabemos tomar conta da gente/A gente não sabemos nem escovar os dente/Tem gringo pensando que nóis é indigente/Inútil/A gente somos inútil” (Ultraje a Rigor – “Inútil”)

Apesar de todo nosso drama, o brasileiro adora comédia. O Brasil, que é o pais da piada pronta, pede para que respeitem nossas lágrimas, mais ainda mais nossas risadas. Rimos como ninguém da nossa própria desgraça, porque rir é nosso melhor remédio, afinal podemos perder um amigo, mas não perdemos a piada. O ultraje a rigor lançou “Inútil” em 1985 num contexto histórico diferente do que vivemos agora, porém apesar disso a música ainda continua atual. Porque no Brasil mesmo quando as coisas mudam, elas ainda continuam se parecendo as mesmas. Com uma dose de ironia e um sutil tom crítico, a concordância errada na música (usando a locução “ a gente” ao invés de nós), pode ser interpretada como uma provocação reforçando a nossa "inutilidade" ao não saber escolher presidente, jogar bola e nem ao menos escrever descentemente.
“A gente não sabemos escolher presidente”, quem elege é o povo, e o voto de cada um de nós tem o mesmo valor, seja de um rico ou seja de um pobre. Porém somos um país cuja desigualdade social faz com que as classes menos abastadas sejam mais numerosas. São justamente os menos afortunados quem decidem uma eleição, pois depositam numericamente mais votos nas urnas. É essa grande massa de inocentes, porém ignorantes, que não têm cultura e nem educação suficientes para realizar boas escolhas, porque é interessante mantê-los na ignorância, que manipulados elegem populistas que falsificam a democracia. Foi assim com Collor o líder dos descamisados; o FHC, homem que doma a inflação; o Lula, pai dos pobres e Dilma, mãe do Bolsa Família e do PAC.
O pobre brasileiro pra político é gado e suas bases eleitorais são como currais. Miséria não se acaba com TV de tela plana, máquina de lavar ou celular, a miséria termina quando as pessoas se educam e recebem mais conhecimento. Governos populistas fazem o povo acreditar que quem tem dinheiro é contra os pobres. O pobre brasileiro passa a vida dependendo de favores do estado, e saber manipular essa dependência é a habilidade de todo político de sucesso. Para um populista, o pobre só é um anjo enquanto for pobre. Se enriquecer, vira um demônio. Não se engane, populistas não são amigos dos pobres, eles são sócios da pobreza.


sexta-feira, 15 de abril de 2016

MORO de Curitiba, MURO de Brasília

Então erguemos muros que nos dão a garantia/De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
(Engenheiros do Havaí)

MORO de Curitiba, MURO de Brasília. MORO dá orgulho, MURO da vergonha. MORO é justiça, MURO é para o impeachment. O muro de Brasília simboliza o que nos divide. E não é a riqueza contra a pobreza ou diferença de opinião. A lavagem cerebral da foice e do martelo é o motivo dessa cisão. Dividiram o Brasil como se ainda houvessem duas Alemanhas ou para festejar a existência das duas Coreias. Domingo Brasília será Berlin, para você e para mim. Another Brick in the wall? Além da Dilma, teremos que derrubar Mao Tse Tung, Marx, Lenin e Stalin?
A esquerda da direita precisa protestar e a direita da esquerda também tem que se manifestar. Chega de luta de classes, vamos dar comprimidos de Prozac aos opressores e geladeiras, TV de tela plana e ventiladores para os oprimidos. Afinal o Brasil se tornou quase um paraíso tropical graças a esse governo social, pedalada fiscal para não faltar o sagrado bolsa-família dos descamisados dessa nação! “Hay de endurecer pero sin perder la ternura jamas”. A única coisa que Che Guevara ensinou as pessoas que o seguem, segundo sua frase mais famosa, foi endurecer a cabeça, no sentido da teimosia e da cegueira ideológica. E para quem acredita na ternura de Che não conhece seu “el paredon” onde ele se deleitava com as milhares de execuções dos contrários ao regime, onde até mulheres grávidas foram fuziladas nesse paredão comandado por ele. E nada disso consta nas biografias escritas por aqueles que utilizam o próprio Fidel Castro como fonte. Seria como falar de Hitler usando apenas os relatos de Goebbels. As cartas estão embaralhadas. A rainha de copas já caiu e o rei de ouros e o rei de paus também vão cair.

Por isso, menos MURO e mais MORO.