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domingo, 24 de abril de 2016

“A gente ainda somos inútil”

A gente não sabemos escolher presidente/A gente não sabemos tomar conta da gente/A gente não sabemos nem escovar os dente/Tem gringo pensando que nóis é indigente/Inútil/A gente somos inútil” (Ultraje a Rigor – “Inútil”)

Apesar de todo nosso drama, o brasileiro adora comédia. O Brasil, que é o pais da piada pronta, pede para que respeitem nossas lágrimas, mais ainda mais nossas risadas. Rimos como ninguém da nossa própria desgraça, porque rir é nosso melhor remédio, afinal podemos perder um amigo, mas não perdemos a piada. O ultraje a rigor lançou “Inútil” em 1985 num contexto histórico diferente do que vivemos agora, porém apesar disso a música ainda continua atual. Porque no Brasil mesmo quando as coisas mudam, elas ainda continuam se parecendo as mesmas. Com uma dose de ironia e um sutil tom crítico, a concordância errada na música (usando a locução “ a gente” ao invés de nós), pode ser interpretada como uma provocação reforçando a nossa "inutilidade" ao não saber escolher presidente, jogar bola e nem ao menos escrever descentemente.
“A gente não sabemos escolher presidente”, quem elege é o povo, e o voto de cada um de nós tem o mesmo valor, seja de um rico ou seja de um pobre. Porém somos um país cuja desigualdade social faz com que as classes menos abastadas sejam mais numerosas. São justamente os menos afortunados quem decidem uma eleição, pois depositam numericamente mais votos nas urnas. É essa grande massa de inocentes, porém ignorantes, que não têm cultura e nem educação suficientes para realizar boas escolhas, porque é interessante mantê-los na ignorância, que manipulados elegem populistas que falsificam a democracia. Foi assim com Collor o líder dos descamisados; o FHC, homem que doma a inflação; o Lula, pai dos pobres e Dilma, mãe do Bolsa Família e do PAC.
O pobre brasileiro pra político é gado e suas bases eleitorais são como currais. Miséria não se acaba com TV de tela plana, máquina de lavar ou celular, a miséria termina quando as pessoas se educam e recebem mais conhecimento. Governos populistas fazem o povo acreditar que quem tem dinheiro é contra os pobres. O pobre brasileiro passa a vida dependendo de favores do estado, e saber manipular essa dependência é a habilidade de todo político de sucesso. Para um populista, o pobre só é um anjo enquanto for pobre. Se enriquecer, vira um demônio. Não se engane, populistas não são amigos dos pobres, eles são sócios da pobreza.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

DILMA CORAÇÃO COVARDE

Eles chegaram bem de mansinho. Como aquelas doenças silenciosas que se instalam e parecem ser só um resfriado, mas que podem nos levar a morte se não forem tratadas. Assim aos poucos foram convencendo o povo de que seus ideais eram nobres e que estavam intimamente identificados com as classes menos favorecidas ou com aqueles que se “importam” com elas. Foram criando uma estreita identidade com as minorias e conquistando suas simpatias. Foram ganhando atenção e atraindo para si muitos daqueles que lutaram contra ditadura, e espertamente, incorporando a sua ideologia, a ideia de que são os únicos defensores da democracia.
Criada de maneira eficaz, através dessa simpatia pela “causa” (influenciaram as pessoas acreditarem que quem tem dinheiro é egoísta e insensível com os mais pobres), foram “fidelizando” seus eleitores, aos quais muitos se tornaram militantes. E gradativamente foram conquistando espaço político e importância representativa. Até que chegaram a presidência da república através de Lula.

Porém seu partido, o PT, foi o partido que mais enganou a população, porque enquanto na oposição posava ser anticorrupção e jamais revelou seu verdadeiro objetivo aos brasileiros. Durante todos esses anos eles camuflaram seu radicalismo e aos poucos foram transformando o Estado em instrumento político a serviço de seus interesses. Tudo que eles fazem é cuidadosamente calculado. A participação e a leniência com a corrupção, principalmente nos poderes da República, servem tanto para que eles se perpetuassem no poder como para semear a falta de confiança da população na estrutura democrática e nas instituições. Eles fazem de tudo para confundir você, para fazer você acreditar que eles são os mocinhos e todos aqueles que o combatem são os vilões. E com esse discurso dissimulado, com essa conversa para boi dormir, eles não enganaram não foi só um ou dois, mil, dois mil, eles enganam foi milhões e milhões!
#foradilma 
#impeachmentjá

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A raposa

As contradições do Gigante pela própria natureza encantam e espantam o nosso planeta. Bem aqui no nosso quintal, uma raposa não é uma raposa até ser pega no galinheiro, entretanto, essa raposa para escapar do tiro certeiro, está fingindo ser uma galinha. No nosso curral tem muito bezerro mamando sem precisar de vaca, de leite ou até mesmo de teta. O Brasil é assim, um celeiro de incoerências, um teatro de absurdos e fantasia, onde assistindo na plateia está uma multidão de famintos que estão acima do peso e um bando de obesos morrendo de anemia.


(Andre Luis Aquino – A espera do impeachment da presidente Dilma)

quinta-feira, 10 de março de 2016

LULA-JARARACA

Comentário sobre a afirmação absurda do Lula dizendo que se for morto vira mártir, se for preso vira herói e se ficar solto vira presidente de novo.

sábado, 5 de março de 2016

A BELA JORNALISTA E O EX-MINISTRO PETISTA

O ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é um homem de muitos mistérios e cheio de surpresas. Nos bastidores é conhecido como “pelicano, devido a sua proximidade com os tucanos. Tem em seu currículo serviços advocatícios a favor de Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity. É um famoso Don Juan do meio político. Conquistou e tem gosto por belíssimas mulheres, como a deputada Manuela d'Ávila. Mas em seu extenso “currículo” de conquistas dizem que constam também delegadas, jornalistas e empresárias. 
Além disso é um amigo íntimo da presidente Dilma com quem mantém uma relação muito boa, de amigos mesmo.
José Eduardo é um histórico desafeto do ex-presidente Lula Molusco, pois foi ele quem conduziu a investigação que culminou na exoneração de Luiz Eduardo Greenhalgh – então vice-prefeito de São Paulo –, episódio conhecido como Caso Lubeca, quando ainda era vereador. Greenhalgh é um grande “Chapa” do Lula e isso "magoou" muito o Molusco que nunca mais o perdoou.
Exposto isso, fica cada vez mais claro que houve retaliação por parte do ex-ministro, associado com a Dilma, na divulgação da delação do Delcídio. A responsável, Debora Bergamasco, que a quem diga trata-se de mais uma conquista de Cardozo, após a furo de reportagem que virou o país de cabeça pra baixo, alguns dias atrás escreveu em sua coluna da istoÉ, um outro texto muito revelador: " Aquele ‘bundão’ não controla a Polícia Federal´. Foi com esta frase desprovida de decoro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à sua sucessora Dilma Rousseff a cabeça José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça, segundo relato de interlocutores.Era sempre com adjetivos pouco protocolares como este que ele se referia ao ex-titular da pasta na qual está lotada a PF.” O texto(http://www.istoe.com.br/…/447791_POR+QUE+CARDOZO+PERDEU+A+E…), não parece ser de uma mulher mal-amada, pelo contrário, deixa no ar um certo carinho e parece ser de uma mulher que admira, e não que odeia, o ex-ministro.

terça-feira, 31 de março de 2015

Dia 12 vai ser maior!

Dia 12 de abril está chegando e nós que estamos insatisfeitos com que está acontecendo em nosso país temos que ter bem claro em nossa mente o que queremos reivindicar. Não importa se a corrupção surgiu logo na chegada com Pedro Alvares Cabral ou se ela faz parte do nosso dia-a-dia, o que queremos é eliminá-la ou pelo menos torná-la crime, inibindo fraudes, enganos, falcatruas, tramoias e cambalachos. Fazer com que a sociedade entenda que nosso futuro depende da maior transparência e da honestidade de nossos agentes políticos e da nossa reação diante de tudo que prejudica o Brasil.
Quais são nossas motivações quando nos insurgimos contra o atual governo? Uma que para mim é bem clara é a alta carga tributária a qual todos nós estamos submetidos e a pífia contrapartida que recebemos do estado em forma de um sistema de saúde falido, segurança pública mal administrada ou uma educação sucateada.
Uma bandeira que podemos empunhar é que a atual situação financeira do país é resultado de uma péssima gestão administrativa e política do atual governo, cuja figura da presidente Dilma simboliza toda nossa decepção(eleita ela fez tudo ao contrário do que prometeu em campanha) porque está sendo feito um EQUIVOCADO ajuste recessivo na economia brasileira e o que naturalmente nos impele a clamar desesperadamente por mudanças!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sob a alcunha de Cunha

A discussão sobre política no Brasil renasceu das cinzas graças a uma nova crise institucional e econômica gerada pelo que temos de mais sujo em nossa sociedade: a corrupção. Algo que sempre existiu e que justamente por sempre ter existido as pessoas a acomodaram em seu dia-a-dia como se ela, essa velha senhora, fosse comum e normal. Acontece que de vez em quando tem gente que questiona e enfrenta as coisas acontecidas e acomodadas com coragem e gera uma reflexão e consequentemente uma crise (obrigado Ministério Público Federal). Já vimos esse filme antes quando 1992 o ex-presidente Fernando Collor de Mello sofreu um processo de impeachment graças a denúncia de seu irmão Pedro Collor que revelou o esquema de corrupção que envolvia o ex-tesoureiro da campanha Paulo César Farias, entre outros fatos comprometedores para Collor.
Agora bem diferente de 1992 quando tudo a que tínhamos acesso vinham dos jornais e das televisões, hoje curtimos e compartilhamos com um clique, uma denúncia, verdadeira ou falsa, se espalha numa questão de segundos através do twitter , facebook ou instagram. A pressão deve ficar cada vez maior sobre os ombros dessa velha e conhecida senhora de todos nós, a madame corrupção.
Assistimos o governo ficar cada dia mais enfraquecido e mais refém, de algo que se chama de “governabilidade”, cujo verdadeiro nome foi muito bem definido pelo ex-ministro da educação, e “cabra macho”, Cid Gomes, “Achaque”. É chantagem pura e malandragem. A base aliada que urde as escondidas planos para manter esse governo, fraco, sob seu poder. Não é interessante que haja impeachment , é ideal que Dilma esteja a cada dia mais isolada e vulnerável para que os “achacadores” da república possam sugá-la e encostá-la na parede conseguindo assim tudo que querem.
E o “rei”, o comandante de tudo isso é Eduardo Cunha, cada vez mais fortalecido, conseguiu a cabeça de Cid e esta já repousa em sua estante como mais um troféu.
Para que o PT saia do poder quem tem que ser derrubado primeiro é Cunha.

#QUEPAÍSÉESSE

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A presidente Dilma é uma farsa

Eu já acreditei na Dilma. E me arrependo muito por isso. Acreditei na figura dela, na sua fama de revolucionária, da sua luta pela liberdade, do seu sofrimento de torturada, da sua competência de “gerente”. Acreditei que ela pudesse de fato ter um “coração valente” (aliás lema “roubado” da campanha de 2006 da Senadora Heloisa Helena), forte graças à sua atuação a esquerda do poder. Mas eu estava terrivelmente enganado e iludido.
Quando a Dilma surgiu, a complacência do Lula poderia receber um contraponto com sua postura moralizadora. A presidente parecia ser e soar como alguém confiável, que apesar de ser do PT (para os que não são simpatizantes ou militantes) representava uma voz e uma corrente da esquerda “moderna”. Chegamos a acreditar nas suas boas intenções e na sua suposta competência.
Porém com o passar dos anos fomos percebendo que a figura de Dilma (“mãe” do PAC, hahaha) é muito mais uma criação de marketing do que realidade. Foi ficando cada vez mais clara a sua perfeita fidelidade ao partido e a sua total traição a causa, que era a melhoria da sociedade brasileira. Foi ficando mais explicita sua forma equivocada de exercer o poder. Suas comprovadas omissões na compra da refinaria de Passadena foram o início do fim, fim para mim da figura mítica de Dilma e o extermínio completo da figura messiânica de Lula. Qualquer pessoa que já desempenhou ou tem conhecimento da atuação de um executivo numa empresa sabe que dadas as funções que desempenhou, seria impossível que não tivesse conhecimento do que se passava na Petrobrás. E levando-se em conta toda sua postura e comportamento de absolvição diante de seus “companheiros” comprovadamente pegos por corrupção, chegamos à conclusão que ela aprova que “os fins justificam os meios”, o que em se tratando de seu partido, significa explicitamente que ela concorda que a corrupção se fez necessária para que o PT e ela se mantivessem no poder.
Em suma: a presidente Dilma é uma farsa tão grande quanto a do Lula.


P.S.: Usar como argumento palavras como “ditadura” ou “direita” estão plenamente desqualificadas para se defender ou usar como cortina de fumaça para encobrir o malfeito. Partido que defende Venezuela como democracia mostra explicitamente o que pretende. Portanto por gentileza, ao se debater qualquer assunto, seja honesto com seus princípios.

Pelo Impeachment de Dilma Roussef

Não defendo intervenção militar, não acho que os militares sejam ou estejam preparados para governar uma nação, pois a função das forças armadas é outra. Portanto, não me alinho com a direita obscurantista de Bolsonaros e Felicianos. O que tira da minha manifestação a pecha de querer a volta da ditadura, ladainha utilizada como defesa dos “militantes”, para se defender da sujeira grudada em seu partido. E eles nem esfregando as manchas estão.
Não sou omisso diante do que está acontecendo no meu país. Os fatos dos últimos dias me fizeram ter certeza de que só a pressão popular pode salvar o Brasil de mais um assalto — agora, às instituições, como o STF.A minha decepção com a presidente Dilma é muito profunda, porque eu acreditava que uma mulher que combateu a ditadura, foi torturada, parecia ter firmeza de propósitos. Porém diante de suas declarações e postura com relação ao “Petrolão” nos mostram que a imagem dela é muito mais mítica do que real. A presidente está sendo desonesta ao não assumir seus erros, leniência e incompetência e não há passado que sustente o que lhe restava de respeito junto a brasileiros minimamente informados. O que ela e seu partido fazem é ficar criando uma espécie de cortina de fumaça para que os cidadãos mais pobres e menos informados se confundam. E isso é vergonhoso, baixo e sujo.

Não dá mais para ela. Porque é de responsabilidade que trata o impeachment. E ela é sim responsável por toda essa bandalheira e assalto aos cofres públicos. Quem decide se ela tem ou não condições de governar este país são “vossas excelências” nossos digníssimos congressistas. E o parlamento se deixa influenciar muito pelo barulho que vem das ruas. E é na rua que estarei no dia 15 de março. Pelo meu país, meu estado e minha cidade natal.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Impeachment da presidente Dilma

O PT, que nasceu do meio das classes sociais dos pobres, operários, comunidades, não pode sair dos trilhos da esquerda. Um governo, seja ele qual for, eleito pelo Partido dos Trabalhadores e por outros partidos de esquerda, especialmente no caso da reeleição da presidenta Dilma no segundo turno, não pode, em hipótese alguma, jogar o peso da crise econômica –criada sobretudo por ganância de especuladores financeiros– nas costas do povo pobre e trabalhador.